quarta-feira, 1 de julho de 2009

Trote

Confesso que não sabia como começar a resumir esses quatro meses que não postei no blog; muitas coisas aconteceram, coisas incríveis que me deram momentos plenos de felicidade!Retratarei-os, mas em partes e decidi que o mais lógico é começar cronologicamente.Sobre a aprovação, posso dizer que foi uma emoção impossível de narrar, mas posso citar alguns sintomas comuns: a apreensão, as mãos gélidas, o coração descompassado, o estômago em convulsões, o suor frio...Aí vem o nome na lista, a incerteza/incompreensão do fato (será que isso está certo?) a atualização da lista para conferir e a confirmação, alívio, euforia, eu senti que poderia flutuar e flutuei-mesmo que tenha sido apenas na mente!Tudo isso em questão de minutos... um instante diria eu bipolar, pois minha mãe havia visto a lista do uol que era do ano passado e obviamente eu não estaria nele!Contudo, nesse capítulo de minha vida vou dar ênfase ao que todo bixo deveria passar: o trote.Sofri um trote familiar muito divertido e no dia da matrícula lá fui eu de roupa velha com meu pai e minha fiel Felícia rumo à FFLCH.Ao chegar na História veio a pergunta inevitável de um veterano: "-É bixo?" o acenar afirmativo de minha cabeça foi a deixa para o ataque de tinta de alguns veteranos antes de eu entrar no auditório de história (onde preencheria a ficha de inscrição).Pobre Felícia, ficou suja aquele dia... Ao entrar faces desconhecidas e coloridas me olharam curiosas- haviam passado o mesmo que eu .Do outro lado do auditório, que dava para a saída, uma bagunça de buzinas e gritos que nos mantiveram paralisados por algum tempo se ouvia forte e incessante.
Sentei ao lado de uma guria que, por sorte ou destino, era muito simpática.Preenchemos a ficha, conversamos bastante e decidimos sair do auditório na mesma hora (até saimos numa foto do trote juntas).Sofremos mais uma rajada de tintas e um spray que soltava uma espuma branca cobriu nossos cabelos -só no fim soubemos que era isopor para estofado (imaginem o estado quando secou!).Todos os bixos tiveram que passar por uma gincana de micos e isso presos por um barbante.Uma batucada acompanhou-nos todo o evento.Ao termimarmos a gincana fomos divididos em grupos, o meu dirigiu-se para a Vital Brasil.Ainda acorrentados fomos de elefantinho cantando "Guto bate com x martelos x martelos x martelos [...] Então bate com x+1!Guto bate com x+1 martelos..." Já aprendemos o hino básico da FFLCH "Sou FFLCH bissexual, eu uso drogas, sou mais legal!" e alguns de nós recitaram poema pornográfico (nem era mais erótico, o ato era explícito) para os que nos contemplavam alheios ao acontecimento.Ajoelhamos numa igreja, oramos pela morte do Serra, levamos mais um ataque de tinta (dessa vez dos alunos, não sei se bixos, da São Judas porque cantamos "Não pago, não pagaria, educação não é mercadoria), atravessamos por dentro do Mc Donald´s cantando "Oso oso oso o bandejão é mais gostoso ".Após essa via sacra uspiana fomos ao semáforo onde passei até duas da tarde vendendo coisas e pedindo "Dinheiro pro Bixo?".Não nego que pareça violento esse ato mas posso dizer que todos os veteranos foram muito respeitosos e super preocupados com nossa segurança e limite físico, no semáfaro não fomos poupados de agua e minutos de descanso.Se não fosse com essas duas características (respeito e consciência ) eu não teria participado(assim como repudio esses trotes que fazem pessoas rolarem sobre animais mortos, entrar em coma alcoólico e coisas do gênero ).Todos nós bixos (e os veteranos também que já o foram) nos privamos de muitas coisas acreditando que seríamos recompensados com o sucesso e em parte fomos sim, mas o trote foi um inesquecível choque de realidade e uma forma de nos aproximarmos tanto os veteranos(fui adotada tenho pais postiços) quanto dos bixos que conheci lá, tudo muito proveitoso e inesquecível!
Em breve continuarei a contar minha "epopéia"



domingo, 8 de fevereiro de 2009









Por alguém que a muito quero bem, estou até agora de um orgulho que não cabe em mim!








Flor Azul


À Mariana Viel
Conheci uma menina.
Menina no tamanho e na inocência.
Não sei o que ela tem, mas
Consegue nos fascinar em tua simplicidade.

Mari, mara, maravilha.
Grandiosa flor pequena.
Misteriosa flor azul de ares lispectorianos.

És o sonho teu maior encanto.
Teu sorriso, um portal.
Uma canoa que leva aos mais distintos lugares.

Quero continuar a viajar e
Descobrir teus novos mundos,
Tuas novas faces e encantos.
Sim, aceito continuar sonhando...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Concretização de um sonho!


Nós, seres humanos temos a peculiar capacidade de sonhar, e muito!Só que sonho por sonho de nada valeria , serviria apenas para a gente se frustrar, por isso nos foi dado o a oportunidade de lutar para concretizá-los...É claro que muitos desejos nem sempre serão realizados, como sabiamente disse a belíssima rosa do Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry: "[...]É preciso suportar algumas larvas se quisermos conhecer as borboletas. " Lidar com decepções é uma arte da qual nem sempre estamos preparados e serve, muitas vezes, para valorizarmos uma vitória quando a recebemos.Graças ao bom Deus temos a capacidade de reagir nas "derrotas" da vida e ressurgir das cinzas, como fiz no ano passado no qual não passei no vestibular, para um novo começo com direito (ou não) a um final diferente, como nesse ano em que eu fui aprovada na USP podendo assim, finalmente, ter meu sonho atendido!Se há uma coisa que deve-se sempre lutar é por um sonho que muito se quer, mas devemos ter sabedoria ao realizá-lo porque somos assim:Ao concretizá-lo queremos sempre mais e mais!Parece uma necessidade de nossa essência, sem saber assim onde vamos parar nesse oceano de incertezas chamado existência...

terça-feira, 27 de janeiro de 2009






Vestibulite

Quem já prestou vestibular entende o que passei durante o ano anterior e o início do atual, estudo, cursinho e... A PROVA, um verdadeiro ritual!Essa é uma fase contrastante pois, embora eu seja jovem, é uma decisão que pode sim definir uma vida inteira, nem sempre é dada a chance de recomeçar; a fase de vestibular pode ser tanto o melhor quanto o pior momento da vida.A pressão do vestibulando vem de todos os lados: família, escola, amigos mas principalmente de nós mesmos, de quem não podemos fugir de noite e as lágrimas são consequências inevitáveis... Pressão essa que é ainda maior quando se trata da Fuvest, o vestibular mais concorrido do país!Por isso, é importante estar mentalmente preparado para essa importante fase da vida e o cursinho me foi o melhor caminho.Encontrei pessoas que compreendiam o que eu e tantos outros jovens que almejam uma vaga numa boa faculdade (como a USP, UNIFESP, UNESP e UNICAMP) precisamos: 1º A direção sobre o que estudar; com todos já passaram um dia pelo que passa seus aprendizes, lidando com isso por anos, eles tem uma boa noção de probabilidade sobre o que pode e o que é muito difícil ser abordado na prova 2º Apoio, mas não do apoio tipo "se não der certo tudo bem!" e sim do "sabemos de seu potencial, acreditamos em você!" ou de um apoio simples que meu querido mestre disse na sua última aula antes da prova "Vai dar tudo certo!"; 2º de um meio cheio de pessoas estejam no mesmo caminho que o do vestibulando porque embora se tenha amigos fora do cursinho, não é todo mundo que pretende entrar na faculdade então ele acaba por perder foco de seu sonho, o que pode ser prejudicial no dia da prova; 3º de ver que existe pessoas diferentes, por exemplo: eu prestei letras, mas conheci pessoas fabulosas que prestaram jornalismo, radio e tv (audiovisuais), propaganda e publicidade, turismo, medicina...até física!Então, é aberto um maravilhoso leque de possibilidades e se torna fácil animar-se a seguir em frente!Eu, no ano anterior ao passado , prestei artes plásticas (quem sabe mais pra frente eu poste um desenho meu) mas não passei na específica, havia escolhido letras como segunda opção e fui para a segunda fase na nota de corte...Mas estava despreparada de mente e de conteúdo, acabei frustrada.É duro ter que ser como uma fênix e ressurgir das cinzas, mas foi o que eu fiz.Minha família me apoiou da maneira correta e me pagou um ano de cursinho, vendo o meu interesse pela vida universitária-acadêmica.Com o ele [cursinho], aprendi que "tudo vale pena se a alma não é pequena" e me esforcei.O resultado?No dia 04 de Fevereiro, mas uma certeza muitos que como eu prestaram o vestibular podem ter: são vencedores porque não é fácil, muitos não aguentam, são necessários nervos de aços e em alguns casos um coração de pedra para dizer aos amigos "não posso, tenho de estudar !" mas como eu já disse anteriormente, tudo vale a pena, principalmente por algo que muito se quer!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O início



Iniciar algo é um aprendizado tão interessante quanto complexo: requer uma grande coragem e determinação, principalmente para pessoas tímidas como eu.Ele [o início] é essencial porque sem sua existência o meio e o fim não teriam sentido algum; É exigente conosco pois, por se tratar de uma mudança, se faz necessário haver força de vontade e expansão da mente para transcender nossas limitações mais aparentes neste momento de transformação:medo, timidez, insegurança... um exercício eterno que o super valorizamos pois damos a um bom começo uma responsabilidade maior do que este realmente possui chegando a desistir de concretizar um desejo se não iniciar como o planejado.Pois é, se começar é expandir, estou rompendo minha crisálida agora, vencendo obstáculo da minha introverção!O problema a ser enfrentado é que queremos sempre um início tido como ideal.Mas...O que seria um "começo ideal" se uma das marcas do início, e a nossa também, é (ao menos parcialmente) ser singular e muitas vezes nos espelhamos no início de outra pessoa ?O que garante que se um determinado início foi o melhor para alguém ele será também para nós?Vê-se movimentos artísticos que foram criados para agradar uma minoria, outros conquistar a maioria e outros (os quais me simpatizo) que chocaram a todos que o presenciaram, obrigando-os a expandir os pensamentos retrógrados.O início exige que ocorra um certo desprendimento de nós mesmos, que deixemos de lado hábitos rotineiros para entrar numa experiência nova que fará de cada um ser humano melhor.É só comparar: Embora os inícios de dois livros sejam distintos, um não pode ser considerado melhor que outro, apenas diferente pelo fator de COMO o enredo se apresentará posteriormente!Pouco adiantará o melhor início se o meio ou fim for(em) péssimo(s)...Cada termo (início-meio- fim) são dependentes e complementares.Mesmo que não seja possível mudar o início não muito agradável, pode-se (empenhando-se no meio) mudar o final e... Quando é que final termina?No infinito das possibilidades!Boa sorte para todos e que cada dia seja um começo diferente do outro e do outro e do outro...
rascunho